Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

A minha viagem a Lourdes


Quando há alguns meses me convidaram para ir a Lourdes integrada numa peregrinação que celebrava o ano Anizan, respondi sim.
Sabendo eu que Emílio Anizan foi um padre que fundou os Filhos da Caridade e as Irmãs Auxiliadoras da Caridade fui para Lourdes para procurar saber mais sobre este homem que dizia que Jesus e os pobres foram os seus dois grandes amores.
Costumo partilhar com as Irmãs Auxiliadoras da Caridade, os problemas das crianças e das suas famílias, que como nós moram no bairro de Santiago em Aveiro.
Neste meu partilhar de problemas tenho me apercebido, que no tratamento feito
a estas pessoas necessitadas de muitas coisas, é feito um acompanhamento sem julgamento, carinhoso e continuado, ficar contente com cada passo que se consegue dar em frente.
No dia marcado lá partimos acompanhados de outros, que também disseram sim, do Lavradio, de Guilhufe, de Mogege e de Joane.
Chegamos á cidade são Pedro em Lourdes ao fim de tarde do dia seguinte, um lugar paradisíaco gerido pela cáritas, um espaço de serra muito arborizado e relvado, com as casinhas onde ficamos instalados espalhadas no espaço, pavilhão de reuniões, auditório, refeitório, parque de campismo, onde ficaram os nossos jovens, tudo isto gerido por voluntários.
Durante quatro dias vivemos neste espaço uma partilha de emoções, éramos perto de 500 os participantes desta comemoração do ano Anizan, identificados por uma faixa amarela que nos tornava irmãos mesmo sem nos conhecermos nem sabermos falar a língua uns dos outros.
Tivemos vários encontros durante os quatro dias, procurei estar em todos, foi lindo de ver como todos nos sentíamos envolvidos, todos cantaram, rezaram, e participaram mesmo que a língua em que o faziam não fosse a sua.
Gostei muito quando foi Portugal a preparar a Oração da manhã, senti que os participantes dos outros países também gostaram, conseguimos envolver as pessoas com a nossa apresentação da “Contemplação”.
Gostei muito da partilha de experiências que fizemos em grupos, é bom saber que há realidades nas vidas de cada um, diferentes das nossas.
A eucaristia de encerramento foi o culminar de toda a partilha, crianças, jovens e representantes de todos os países presentes foram envolvidos, foram momentos de emoções fortes, onde se demonstrou neste espaço, que é possível sermos todos iguais cada um respeitando as diferenças dos outros.
Terminado este nosso encontro regressamos a Portugal, eu acho que cada um voltou diferente do que foi, quando mais não seja se interrogando se estaremos nós a amar os outros que se nos dirigem, pedindo ajuda.

Lurdes Correia

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