1887É em Charonne que Anizan se encontrará com a miséria dum bairro operário de uma grande cidade.
A antiga aldeia absorvida por Paris, em 1860, transformou-se num bairro muito populoso. Em 1888, Charonne tem uns 8 600 habitantes.
Anizan não se limita ao bairro propriamente dito; as suas incursões quotidianas levam-no até às paróquias vizinhas.
Em 1887, Lucas Championnière dirige o patronato, de que Anizan é capelão. Os dois homens, amigos desde há muito tempo, devem assumir uma tarefa de crescimento rápido. Tentam criar uma verdadeira comunidade.
Três descobertas criaram raízes profundas no seu interior: o Evangelho; a Missão e o Povo.
O Evangelho não é conhecido pelos operários e pelos pobres, que dessa forma vivem e morrem ignorando a salvação que Cristo lhes enuncia.
Para Anizan esse é o drama angustiante que domina toda a historia da sua época, mais importante, ainda, do que as questões politicas e as discussões teológicas.
Esta descoberta orienta, desde então, toda a sua vida: será antes de tudo um missionário, e anunciará o Evangelho a um mundo que o ignora.
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